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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sábado à noite é dia de feira em Boa Viagem

Recifenses ou turistas já têm o lugar certo do sábado à noite: a Feira de Artesanato de Boa Viagem. Enquanto muitos estão em festas, bares, shoppings entre outras opções, várias pessoas vão apreciar o artesanato e a cultura pernambucana refletida em todo o seu artesanato.
Conhecida popularmente como Feirinha de Boa Viagem, o espaço existe há pouco mais de 40 anos e sua atividade é intensa principalmente nos finais de semana. São mais de 200 barracas onde o turista pode encontrar artigos feitos de couro, comidas típicas, tecidos bordados, rendas, artesanato e muito mais.
Segundo o vendedor Carlos Rios, 36 anos, residente em Prazeres, diariamente, são muitos os visitantes, já que ali é um ponto turístico. “Toda noite eu recebo vários turistas, de todas as partes, são do interior, de estados diferentes e até de outros países,” afirma.
O vendedor ainda relata que os meses de novembro e dezembro são os mais atraentes para quem vive da renda na feirinha: “É daqui que eu tiro minha renda e sustento a minha família, é faturamento certo para pagar as minhas contas”, diz. Carlos que também vende no centro da cidade do recife, fala que os turistas procuram muito as camisas como lembrança do Recife. Segundo ele, falta mais apoio de órgãos governamentais para regulamentar os ambulantes que ainda não têm um lugar na feirinha.
Já para a vendedora Mirian Mendes silva, 32 anos, que mora em Jardim Brasil II: “Vem daqui toda a minha renda, só vendo aqui mesmo, eu venho todos os dias e sinto que os turistas saem satisfeitos com o que eu vendo”, disse ela.
Como se vê, Boa Viagem tem como roteiro não apenas o banho de mar, caminhadas e festinhas, à noite ficam por parte da apreciação às artes e, é claro, às boas compras, pois não há como resistir ao charme das peças de madeiras, colares artesanais, sem falar das deliciosas comidas típicas que a feirinha oferece.
A turista de Joinville, de Santa Catarina, Rosane Thieme, 38 anos, veio ao Recife pela 1º vez e gostou do artesanato da região. “Eu sempre escutava falar das peças artesanais pela internet, através de amigas e também por indicação de familiares”, declara.
A Joinvilense também diz que vai levar ao menos seis toalhas de renda de fibra de coco, porque o preço é bastante acessível, tem qualidade e o produto é excelente. Apesar disso a turista reclama do lixo no local. “O povo turista não gosta de ver coisa suja”, a crítica a respeito do lixo que afirma ter visto. A turista visitou, além do Recife, a praia de Porto de Galinhas e falou que sempre que der vem apreciar a cultura pernambucana.
Outro problema foi apresentado pela vendedora Mirian Mendes foi que muitos turistas estrangeiros deixam de comprar porque os vendedores não sabem falar a língua deles. Ela acredita que se os órgãos municipais ou estaduais investissem em guias, e tivesse uma divulgação maior, seria mais competitivo e aumentariam as vendas. Mirian diz que recebe com mais freqüência, principalmente turistas italianos e de Florianópolis. Segundo ela, seu faturamento maior é no carnaval que vende bastante roupa.
Apesar dos problemas, Nádia Alencar, 59 anos, outra turista encantou-se com o que viu: “É a primeira vez que eu venho à Recife e fiquei encantada logo de cara, é outra cultura, aqui é belo, é limpo, tem coisas que não se ver em Florianópolis ‘, afirma.
Como se vê, a Feira de Boa Viagem já é marca registrada para a rota de quem mora aqui ou de quem vem apenas visitar. De quarta à domingo o roteiro é cultura, pitadas de tempero da região e é claro, fazer umas comprinhas básicas e levar aquilo que  a feirinha oferece .
Foto: Web. Ana Shineider. Recife/PE.


Andreia Veiga

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