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terça-feira, 6 de setembro de 2011


Olá, meninas,

Como todas já sabem, por mais que se fale e se tente negar, um dos assuntos que mais afeta as mulheres é o peso. Atire a primeira pedra, quem nunca cometeu uma loucura para perder alguns quilinhos para comparecer a um evento mais enxuta, quem nunca se desafiou a entrar num jeans alguns números menores ou mesmo desejou emagrecer por questões de saúde. Não vejo problema algum em se admitir isso, porque é algo normal. O grande problema, é que a mídia vende uma imagem irreal do que seria o "aceitável" como no caso da capa da Veja desta semana, onde vemos do lado esquerdo a imagem de uma moça tida como "gorda" e do lado direito a imagem da mesma moça, com alguns quilos à menos, desta vez, dentro do que se chama de "normalidade".

Para começar, o Victoza é um medicamento novo e que inicialmente tem a sua utilização direcionada para pessoas que sofrem de diabetes dois, mas foi observado que as pessoas que utilizaram a medicação, começaram a ter perda de peso também, e hoje ele está sendo utilizado por muitas pessoas que não são diabéticas, mas que desejam perder peso. Que fique claro que quanto a questão de uma prática cirúrgica ou medicamento ter sido utilizado/criado para algo e de repente servir para algo diferente, eu tenho entendimento de que isso é normal. Afinal a gastroplastia (cirurgia de redução de estômago) inicialmente não era utilizada para a redução de peso dos pacientes, mas ao observar que quando aplicada, os mesmos tinham um percentual de perda de peso elevado, passou a ser aperfeiçoada e hoje sua finalidade principal é essa.

O que me deixa preocupada, é que as indústrias farmacêuticas conseguem manipular a mídia e a opinião pública de tal forma, que começamos a ingerir qualquer porcaria que nos prometa resultados milagrosos. Temos muito pouco interesse em saber dos resultados do uso de determinadas substâncias no organismo e nos colocamos como cobaias, pondo em risco a nossa saúde, enquanto eles enriquecem e fazem fortuna. É preciso haver empenho de nossa parte para colher o máximo de informações a respeito de um produto e principalmente de um medicamento, antes de começarmos a utilizá-lo e principalmente a indicá-lo como realmente eficiente. Se um produto ou substância não nos fez mal num determinado momento, não significa que ele não fará mal nunca, pois disto dependem vários fatores, e posso até citar um exemplo bem simples: os antibióticos são fundamentais no controle de alguns tipos de doenças e manifestações inflamatórias, mas não devem ser usados por tempo prolongado, pois acabam com as defesas do organismo e colocam as nossas taxas completamente desreguladas. Sendo assim, vemos que todo medicamento tem a sua forma correta de ser empregada, e a utilização errada, certamente tem seus efeitos negativos.

O Victoza é fabricado por um laboratório dinamarquês chamado Nordisk, e foi lançado em 2010, mas está no Brasil a apenas três meses. Depois desta reportagem da Veja, não tenho dúvidas de que ele vai virar febre entre o pessoal mais bem de vida, porque toda madame que quiser emagrecer, vai fazer uso dele. Falo desta forma, porque ele não é acessível à maioria da população, porque é muito caro, a embalagem com duas canetas descartáveis (ele é injetável), custa R$ 388,14- vi o preço aqui - A aplicação deve ser feita uma vez ao dia, por pelo menos cinco meses. Imaginem que para utilizá-lo por um mês, a pessoa tenha que dispor de quase R$ 6.000,00. Mas isso neste momento. Porque não tenham dúvidas de que aparecerão genéricos dele em breve (o princípio ativo dele e a Liraglutida), além das falsificações que já devem existir aos montes. Enfim, tem muita coisa por acontecer e minha dúvida além dos efeitos no organismo, é: será que esses quilos perdidos não serão facilmente recuperados?

A reportagem deixa claro que a maior perda de peso (até 12 kg), se dá em pacientes que associam o uso da medicação com uma dieta equilibrada e exercícios físicos. Mas vamos combinar que se alguém que não precisa perder muito peso (no máximo 12 kg), só precisa mesmo fazer isso: dieta e atividade física para conseguir esse feito. Pode ser que demore um pouco mais de tempo, mas quando se perde peso de forma gradativa, o reganho é muito mais difícil e muito menos significativo. O que temos que entender é que mais do que o uso de medicamentos anorexígenos, temos que ter uma mudança de comportamento, onde tenhamos alinhadas várias estratégias e planos de ação. E uma boa alimentação é 70% de todo o processo, sendo a atividade física, os outros 30% que fecharão a conta. mas percebemos que para a indústria, não é interessante pontuar essas questões com a seriedade que elas merecem, porque de fato, existem muitos interesses envolvidos, e nossa saúde, é o que menos conta. Outro ponto importante é que as vezes começamos a fazer academia e percebemos que não estamos perdendo peso, as vezes, até ganhamos, embora estejamos diminuindo no manequim. Isso é facilmente explicado porque a massa muscular pesa mais do que a gordura. E hoje, muito mais do que perder peso, quero aumentar meu percentual de massa muscular, para me manter com uma aparência saudável e o mais durinha possível. Então, todo cuidado é pouco na hora de avaliar alguém somente por conta do peso.

Não pensem com isso, que sou contra os progressos da medicina, que não sou aberta às novas ferramentas para nos ajudar a ter uma vida melhor ou que eu me cerco de preconceito para tratar destas questões. Só quero fazer com que pensemos um pouco mais e avaliemos até que ponto o uso de um medicamento para o emagrecimento pode ser ou não bem vindo. Como falei, já que a lirablutida, não é indicada para quem precisa perder uma quantidade considerável de quilos (obesos mórbidos), sendo assim, é preciso avaliar se as pessoas para quem ela está sendo indicada, não conseguiriam perder peso utilizando a atividade física com a dieta. De qualquer forma, cada um tem sempre que decidir o que acha que vale a pena para si e uma vez tomada a decisão, estar ciente de todos os riscos.

Fonte: Blog Tempo Fashion by Juh Sarah

Adriano Roberto

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