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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Línguas indígenas correm risco de extinção

Por Suzan Vitorino



O antropólogo José Carlos Levinho cedeu entrevista para o portal estadão.com.br, sobre as línguas indígenas no Brasil e a problemática da possível extinção de algumas delas. A entrevista foi publicada no site e aqui, peço uma licença para transformá-la em texto. A importância desse tipo de estudo para a preservação da cultura nacional e para a perpetuação do legado da cultura de um dos povos que deram origem ao nosso povo faz desse texto um documento para refletir sobre a riqueza do povo indígena e de como seu legado cultural foi desrespeitado nesses anos de colonização. O antropólogo é também diretor do Museu do Índio. Desde 2008, o museu, em parceria com o Instituto Max Planck (Alemanha) e de várias universidades e centros de pesquisa do país, está a frente de um trabalho de registro e documentação das línguas que irão desaparecer. Recursos da União, da Fundação Banco do Brasil e da Unesco viabilizam esse projeto.



A pesquisa possui dados que cerca de 160 a 190 línguas indígenas podem desaparecer nas próximas duas décadas. A Unesco se preocupa muito com essa possível extinção, pois esse recorte da cultura indígena demorou anos para ser construído e está desaparecendo muito rápido. O diretor do museu explica que não se trata de “salvar” as línguas. “(A pesquisa) Não propõe salvar as línguas, mas documentá-las antes que desapareçam”, afirma José Levinho.



O antropólogo explica como é o trabalho, que começa com a produção da gramática básica, dicionário, material didático e diagnóstico sociolingüístico da língua em questão, através da produção de vídeos, gravação de áudios e mais de 50 mil fotografias da vida desses povos. Após a edição, o material será disponibilizado na internet, em escolas e devolvido aos povos indígenas. Ainda segundo a pesquisa, a língua mais falada é o guarani. E infelizmente, desde que o trabalho foi iniciado há três anos, os pesquisadores já viram duas línguas desaparecerem em Mato Grosso. O porquê? Por falta de falantes.



Veja na íntegra a entrevista no link: http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/09/28/brasil-corre-para-registrar-linguas-indigenas-que-estao-desaparecendo/


Veja mais sobre as línguas indígenas no vídeo: www.youtube.com/watch?v=20dHa3nc6UE




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